“Parece cocaína, mas é só tristeza” – Quantas vidas sem propósitos se destruindo!

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“Parece cocaína, mas é só tristeza” – Quantas vidas sem propósitos se destruindo!

Espero que você não tenha se assustado… É esse mesmo o título que me veio à mente, quando parei para pensar em um eixo para trocar essas linhas com você. Todos nós já sabemos que a cocaína, como qualquer outro tipo de dependência, leva os indivíduos a um estado falso e temporário de satisfação e quando seu efeito acaba, carrega consigo os sonhos de milhares de pessoas. Se pararmos e direcionarmos um olhar diferenciado para o que acontece no nosso dia a dia e de algumas organizações, veremos que um efeito parecido com o da “conhecida cocaína” dissemina-se entre os mais variados níveis, mas fique calmo! Eu posso explicar.

Vamos lá?

Vamos começar pelas aspirações das pessoas e as suas escolhas. Alvos parecem imprecisos; olha-se os prós, deixam de lado os contras e depois, se portam como extrema vulnerabilidade, desorientadas e pouco animadas com os objetivos alcançados, Sonhos se despedaçam na mesma velocidade do término do êxtase e não nos damos conta que frustações fazem parte da vida. E é ai que precisamos de uma característica que é ponto fundamental em nossas vidas: Resiliência.

Sem a resiliência adquirimos uma mente doente, que por sua vez entristece o físico, mas mesmo assim, não largam o osso porque a triste e inconcebível mentalidade: “Ruim com ele, pior sem ele”, impera e nesse momento é que ficamos à deriva, vendo a vida passar!

Vamos olhar agora para o clima organizacional. Não são poucos os casos de empresas que apresentam um baixo índice de satisfação interna entre os profissionais e que que, por sua vez, impacta diretamente no desempenho dos profissionais, aumenta significativamente a rotatividade, altos níveis de afastamentos de pessoas que passam a apresentar problemas de saúde e até mesmo nos constantes conflitos entre os membros das equipes… E as dificuldades não param por aí, podemos somar a esse quadro: comprometimento no atendimento ao cliente e efeitos negativos nos resultados do negócio que teoricamente deveriam ser alcançados, mas que insistem em se apresentar bem abaixo do esperado. Sem dúvida alguma, esses são fatores que deixam a desejar para uma a Gestão de Pessoas com excelência de qualquer empresa.

Pois bem, um dos fatores que podem ser apontados como causadores desses problemas que levam os profissionais a se sentirem insatisfeitos e infelizes no ambiente de trabalho:

Por esse motivo devemos lembrar que as lideranças devem e precisam estar sempre atentas para identificar o menor sinal de qualquer um desses agentes negativistas, pois quando os líderes se encontram de “olhos abertos” é possível neutralizar a raiz do problema antes que este ganhe proporções maiores.

Então me pergunto: a empresa tem realmente o cuidado de alinhar o perfil do profissional com as responsabilidades a serem exercidas pelo profissional? Será que “João” não estaria muito mais feliz e poderia apresentar uma performance destacada em uma função aonde suas competências técnicas e comportamentais pudessem ser melhor aproveitadas?

Com isso acabamos criando, mundos desconexos, clientes desencantados, líderes saturados, colaboradores entediados ruminando ódio e tristeza. E é aí que vem a minha pergunta: Isso é gestão de pessoas? É por aqui que se alcança as metas?

Qual a dificuldade de uma empresa em definir uma estratégia para oferecer desafios instigantes que estimulem os profissionais a apresentarem engajamento e a estarem em constante processo de desenvolvimento? Até quando gente e números precisam estar de lados opostos?

Essas são perguntas que cada gestor, cada liderança, cada dirigente corporativo precisa fazer. E o mais importante: darem respostas honestas, sem querer “Tapar ao sol com a peneira”, muito menos, terceirizar a responsabilidade dos problemas enfrentados. Ou assumimos a parte que nos cabe, caso o contrário amargaremos, diariamente e continuamente, os mesmos problemas todos os dias.

Inspire-se sempre naqueles que são considerados os Mestres em Gestão de Pessoas e muitos profissionais não mais se encaixarão na classe dos “talentos infelizes”, apenas porque precisam acordar todos os dias para ir às organizações e cumprirem uma “pesada” jornada de trabalho! Até a próxima!

Se este cenário lhe é familiar e é seu desejo ser protagonista da transformação, entre em contato e vamos marcar um bate papo: marcia@lemeconsultoria.com.br

Diretora de Educação Corporativa da Leme Consultoria. Atua há mais de 25 anos como gestora na área de RH. É Psicóloga com extensão em psicodrama e em assessment pela metodologia DISC e Pós-graduada em marketing de negócios com MBA em Gestão de Pessoas pela FGV. Coach com formação e certificação internacional pela ICI e Mentoring com formação e certificação internacional pelo Center for Advanced Coaching. Autora do livro “Um RH Visto de Cima – O que a Alta Administração Espera que Você Saiba para Fazer a Diferença“