Os 3 pontos que levam um líder para a contramão do seu verdadeiro papel.

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Os 3 pontos que levam um líder para a contramão do seu verdadeiro papel.

Por que chefes insistem em ofuscar o potencial dos seus liderados com as suas próprias expertises?

Sou uma profissional que está acostumada a viajar por todas as regiões do Brasil e tenho a grata oportunidade de conhecer a realidade de empresas de variados segmentos corporativos. Como geralmente atuo no desenvolvimento de líderes, lamento informar que observo muitos chefes insistirem em ofuscar o potencial dos seus liderados com suas próprias expertises, quando deveriam estar prontos para apoiar cada membro do seu time e oferecer recursos que estimulem o desempenho da equipe como um todo. Mas, por que será que isso acontece?

Confesso que em muitos casos me surpreendo com o comportamento de lideranças que atuam na contramão da essência da proposta de um verdadeiro líder. Isso me trouxe alguns pontos que quero dividir com você:

Primeiro ponto: o egoísmo, ou seja, a liderança busca apagar o valor que determinado liderado possui pelo fato de acreditar que os holofotes da empresa precisam estar unicamente voltados para “seu umbigo”. É o egoísmo do homem prevalecendo acima do “bem comum”. Aliás, algo em evidência inclusive no atual momento político.

Segundo ponto: falta de competência ao “pé da letra”. Trocando em miúdos, por não deter uma competência que se destaca no subordinado, o líder sente que é muito mais seguro denegrir o potencial do seu liderado para que no futuro, seja em curto ou médio prazo, este talento não venha tornar-se um possível concorrente. Afinal, em sua mente, permitir que lideranças futuras chamem a atenção da empresa é um perigo à sua permanência no cargo – algo que foi tão difícil de ser conquistado.

Terceiro ponto e que muito me preocupa: zona de conforto. É cômodo para a liderança ofuscar o potencial de um liderado, ao invés de “correr atrás da bola e marcar o seu próprio gol”, do que ir à busca do desenvolvimento de novas competências. Permanecer na zona de conformismo e denegrir quem tem “chances de brilhar” na empresa é mais conveniente do que, por exemplo, ao término de um cansativo expediente reunir forças para fazer o autodesenvolvimento, ou um processo de coaching, ou seja lá o que for que o ajudará a identificar quais pontos da gestão precisam ser aprimorados para atingir um melhor desempenho como gestor.

Isso não se trata de uma crítica aos líderes, pelo contrário. Meu objetivo é alertar vocês que atuam como gestores, para que não caiam nessas “armadilhas corporativas”, pois em muitos casos quando se derem conta do que fizeram das suas vidas, poderá ser tarde para reverter tanto a situação quanto as “danosas” consequências dos seus atos.

Diretora de Educação Corporativa da Leme Consultoria. Atua há mais de 25 anos como gestora na área de RH. É Psicóloga com extensão em psicodrama e em assessment pela metodologia DISC e Pós-graduada em marketing de negócios com MBA em Gestão de Pessoas pela FGV. Coach com formação e certificação internacional pela ICI e Mentoring com formação e certificação internacional pelo Center for Advanced Coaching. Autora do livro “Um RH Visto de Cima – O que a Alta Administração Espera que Você Saiba para Fazer a Diferença“